A cidade de Teixeira é um dos principais cartões-postais da Paraíba. Localizada a 320 km da capital João Pessoa, no Sertão paraibano, ela atrai turistas de todas as regiões do país, que vêm em busca de belas paisagens, aventuras e tranquilidade. O município, inserido na microrregião da Serra do Teixeira, possui clima semi-úmido, e se encontra a 700m de altitude acima do nível do mar. E a aproximadamente 3 km da cidade de Teixeira encontra-se a Pedra do Tendó, uma das principais atrações turísticas da região, que fica à margem da estrada que liga a cidade a Patos. Nela, os turistas podem subir e enxergar todas as belezas naturais ao redor. Há controvérsias sobre a origem do seu nome. Para alguns historiadores, no local existiam escravas que trabalhavam na região, e, como costumavam apanhar constantemente, elas sempre aclamavam para os seus patrões: “Tem dó”. Já para outros moradores da época, o nome Tendó é atribuído ao grito desesperado de uma vítima que teria caído no abismo, após uma discussão e briga com o inimigo. Os moradores da redondeza gritaram então “tem dó” para que a luta cessasse.
Também é intitulada como a “pedra que geme”, ou que chora, pelo eco que é produzido pela propagação do som. O Tendó faz parte da reserva ecológica criada em 16 de outubro de 1992. A Serra de Teixeira possui um fenômeno que desperta a curiosidade de muitos turistas que visitam a cidade: uma força energética age possibilitando a subida dos veículos na ladeira, mesmo com o motor desligado.
Contudo, a física explica que, como a inclinação da serra é maior que a inclinação da ladeira que é de sentido oposto, isso faz com que o carro esteja descendo a serra e não subindo a ladeira. Esse fato é verificado também na cidade de Belo Horizonte, na Ladeira do Amendoim. A cidade ainda possui a prática de esportes radicais. Atualmente, o grupo Os Cobras realizam trabalhos de rapel na Serra de Teixeira, sendo a Pedra do Talhado e a Cachoeira da Pedra do Espelho os locais mais indicados para o seu exercício.
Cidade é a terra de Zé Limeira José Limeira, que ficou conhecido como “Zé Limeira”, é considerado o repentista mais mitológico dentre todos que já surgiram no país. Suas poesias e repentes eram caracterizados por apresentar uma pornografia versada, através distorções históricas poético-delirantes e criação de neologismos. Zé Limeira nasceu em 1886, no sítio Tauá da cidade de Teixeira, e morreu em 1954.
Hoje, é estudado em faculdades francesas, já que a França é tida como a propulsora do surrealismo. Seu trabalho chegou ao conhecimento das atuais gerações através do livro Zé Limeira, o Poeta do Absurdo, do advogado e professor Orlando Tejo. Na música popular, as obras do poeta ganharam destaque em discos de Zé Ramalho, Quinteto Violado e Mestre Ambrósio. Para o professor de Língua Portuguesa, José Alexandre Nunes da Costa, “a importância está na maneira como ele construía a poesia, através da junção de elementos contraditórios. Ou seja, era um cordel que não seguia os parâmetros tradicionais”.
Serra: local perfeito para rapel Coordenada por Otávio Maurício Neto, 37 anos, a equipe Os Cobras é composta por 11 integrantes, que revezam entre si. De acordo com ele, o nome e o surgimento do grupo foi sugerido por um de seus componentes, ainda nos tempos da adolescência. O desenho animado infantil Comandos em Ação foi tomado como inspiração - os vilões se chamavam “Cobras”. “No início, era só brincadeira, um hobbie.
Depois, como a vontade de praticar o esporte era grande, a gente fez o curso de rapel e foi comprando o equipamento profissional”, disse. Apesar da equipe também realizar o rapel em cidades vizinhas, como Maturéia, São Mamede, Patos, Taperoá, Santa Luzia e Araruna, Teixeira é o lugar mais indicado. Além de abrigar a sede dos Cobras, o município possui diversos pontos turísticos para o exercício dessa atividade radical.
Para Otávio, a questão da segurança e dos instrumentos necessários para o rapel, assim como em qualquer outro esporte, é primordial. “Você tem que praticar com pessoas experientes e que tenham conhecimento. Em relação aos equipamentos, todos devem ser profissionais e certificados, como é o nosso caso”, informou. De acordo com ele, quando ocorre um acidente, 90% dos casos se deve a negligência daqueles que ignoram as regras e normas de segurança.







